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Lisboa Aberta

Teatros

Teatros e espaços de espetáculo ao vivo em Lisboa.

47 locais

AlcântaraAlvaladeArroiosBeatoBelémBenficaCampo de OuriqueCampolideCarnideEstrelaMarvilaMisericórdiaParque das NaçõesSanta ClaraSanta Maria MaiorSanto AntónioSão Domingos de BenficaSão Vicente

Alcântara

Teatro Lanterna Mágica

Bairro do Alvito

Alvalade

Coruchéus

Rua Alberto de Oliveira, Corucheus (Bloco Direito)

Coruchéus é o sexto espaço a integrar o programa Um Teatro em Cada Bairro, da Câmara Municipal de Lisboa, uma rede de equipamentos culturais de proximidade e de encontro com as comunidades e os agentes locais. Espaço cultural inaugurado em novembro de 2023 com uma programação multidisciplinar onde as componentes sociais, artísticas e criativas se interligam, que promove sinergias com as comunidades e com as entidades vizinhas do bairro de Alvalade e do Complexo Municipal dos Coruchéus: Ateliês Municipais, Galeria Quadrum e Biblioteca dos Coruchéus.

Maria Matos - Teatro Municipal

Avenida Frei Miguel Contreiras 52B

Inaugurado em 1969, em Setembro de 1982 passa a Teatro Municipal. Além de peças de teatro, apresenta várias revistas. Neste espaço municipal têm passado musicais, dança, concertos sinfónicos e ainda saraus - Lotação/Capacidade 680 lugares. Bilheteira: bilheteira@teatromariamatos.pt

Arroios

Clube Estefânia

Rua Alexandre Braga 24A - R/C

Fundado em 1890, o Clube Estefânia é um dos clubes de bairro mais conhecidos de Lisboa. Na sua sala de espetáculos representaram grandes nomes do teatro português, entre eles Eunice Muñoz, que fez aqui a sua estreia. Desde sempre ligado ao teatro, o Clube tem atualmente um protocolo com a Escola de Mulheres - Oficina de Teatro que apresenta neste espaço várias produções. Dispõe de uma sala de teatro com capacidade para 180 lugares, de um salão de baile com 120 m² e um pequeno palco, o espaço tem bar e sala de jogos.

Teatro Bocage

Rua Manuel Soares Guedes, 13A

Teatro Mundial

Rua Martens Ferrão 12 R/C

3 salas - Lotação/Capacidade 513 lugares

Teatro Villaret

Avenida Fontes Pereira de Melo 30A

Lotação/Capacidade 444 lugares.

Beato

Palco Oriental

Calçada do Duque de Lafões 78 R/C

Lotação/Capacidade 180 lugares.

Teatro Ibérico

Rua de Xabregas 54 R/C

Lotação/Capacidade 169 lugares.

Belém

Academia Dramática Familiar 1º de Novembro

Rua da Praia de Pedrouços, 76-78

Edifício do séc XIX de arquitectura cultural e recreativa. Academia com auditório de planta rectangular composto pela justaposição de 2 rectângulos, respectivamente, caixa de palco e plateia animada por galeria de implantação em U, ao nível do 1º andar. Destaca-se o registo azulejar industrial (branco, azul e amarelo) que anima a fachada principal, de tratamento plástico coincidente com o gosto arte nova, com a denominação do clube ladeada por duas cabeças femininas.

Gabinete curiosidades Karnart

Avenida da Índia, 168

O Gabinete Curiosidades Karnart é a sede da KARNART, Criação e Produção de Objetos Artísticos, associação que desenvolve projetos nas áreas da criação, investigação e produção de objetos artísticos (plásticos, performativos, audiovisuais e outros) centrados no conceito de PERFINST (PERFormance-INSTalação). A KARNART foi fundada em 2001 pelo ator, encenador e produtor Luís Castro, em associação com o artista plástico Vel Z (Velez), a designer de moda Fernanda Ramos, a fotógrafa Maria Campos e a produtora e realizadora Filipa Reis.

LU.CA - Teatro Luís de Camões

Calçada da Ajuda, 80

Pequeno teatro de gosto neoclássico tardio, inaugurado em 10 de Junho de 1880, por ocasião do tricentenário da morte do poeta. Mandado construir por João da Cunha Açúcar, foi inaugurado pela Companhia Soares. Passou à propriedade de Joaquim Maria Nunes e foi sede do Belém Club. Propriedade da CML é, desde 1 de junho de 2018, o mais recente teatro municipal. O renovado Teatro Luís de Camões é hoje o LU.CA teatro totalmente dedicado à programação para crianças e jovens.

Benfica

Sala-Estúdio Os Papa-Léguas

Rua Professor Santos Lucas 36A R/C Loja

Sala Estúdio - Lotação/Capacidade - 40 lugares.

Teatro Turim

Estrada de Benfica, 723A

Campo de Ourique

Espaço Eclipse

Rua de São Bento 245 4º

Campolide

Comuna Teatro de Pesquisa

Praça Espanha

Lotação/Capacidade 230 lugares.

Teatro Aberto

Praça Espanha

Lotação/Capacidade 450 lugares.

Carnide

Teatro Armando Cortez

Estrada da Pontinha, 7

Apoiarte - Lotação/Capacidade 300 lugares.

Teatro da Luz (Teatro Dom Luiz Filipe)

Largo da Luz Convento

Teatro de Carnide

Azinhaga das Freiras

Lotação/Capacidade 150 lugares.

Estrela

Casa do Jardim da Estrela

Praça da Estrela, Casa do Jardim

Espaço POGO

Rua da Cintura do Porto de Lisboa, Edifício 403

Teatro A Barraca

Largo de Santos, 2-2E

Encomendado pela Sociedade Administradora de Cinemas, Lda., o Cinearte foi construído em 1938, segundo projecto do arq. Raul Rodrigues Lima. Classificado como Imóvel de Interesse Público, traduz um volume compacto, coberto por terraço, contrastante com a traça urbana envolvente, assemelhando-se a um edifício industrial de linhas modernistas. O cinema encerrou as portas em 1981. Nove anos passados, em 1990, já na posse da Câmara Municipal de Lisboa, o espaço foi cedido à companhia de teatro 'A Barraca', que aí continua a funcionar. A construção de uma segunda sala, em 1993, segundo projecto do arq. Rui Pimentel, veio trazer alterações significativas ao espaço interno original. Lotação/Capacidade 754 lugares.

Marvila

Casa Conveniente- Zona não Vigiada

Avenida João Paulo II, Lote 536 - 1º A;

Companhia de teatro dirigida por Mónica Calle. Em 2014 a companhia migra do Cais do Sodré para a Zona J de Chelas.

Teatro Meridional

Rua do Açúcar Galeria de Exposições R/C

Misericórdia

Espaço Negócio

Rua de O Século, 9 - Porta 5

Espaço gerido pela Galeria Zé dos Bois voltado essencialmente para a criação artística, pesquisa e laboratório. Acompanha e contextualiza o trabalho de diversos criadores, acolhe residências, coproduz e apresenta uma programação regular no âmbito das Artes Performativas.

Espaço Ribeira

Rua da Ribeira Nova, 44

A Ribeira é o espaço da companhia Primeiros Sintomas, com direção artística de Bruno Bravo. Estrearam em 2001, com o espetáculo ¿A¿Rosas Suicidam-se¿, com encenação e interpretação de Bruno Bravo e Élvio Camacho. Desde então têm levado a cena várias produções, alternando entre peças de teatro clássicas ou contemporâneas e adaptações de obras literárias, destacando-se a colaboração de Miguel Castro Caldas como autor de muitos dos espetáculos. O espaço Ribeira apresenta também espetáculos de música, sessões de cinema e exposições.

Mini-teatro da Calçada

Calçada do Combro, 147, R/C

Associação Cultural constituída por um coletivo de artistas luso-brasileiros e outros, que promove áreas como o teatro, música, cinema, dança e artes em geral.

Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul

Rua Nova da Piedade, 66 - R/C

Teatro do Bairro Alto

Rua Luz Soriano, 63

O Teatro do Bairro naceu em 2011, e, criou-se também uma nova companhia de teatro, que nasce já com oito espetáculos no curriculum e uma experiência de sete anos de produções: a Companhia Teatro do Bairro.

Parque das Nações

Teatro Camões

Passeio de Neptuno, 2.07.01, Jardim da Água, Empena, Largo do Nautilius, 2.07.01, Rua Pedro e Inês, Empena

Projectado pelo arq. Manuel Salgado para a Exposição Mundial de Lisboa (Expo 98), tem uma capacidade de 890 lugares. As suas excepcionais características cenográficas e acústicas criaram aqui o espaço de eleição para a realização dos principais espectáculos de ópera, teatro, música e variedades. Lotação/Capacidade 1000 lugares

Santa Clara

Quinta Alegre

Campo das Amoreiras, 94

O antigo Palácio Marquês do Alegrete, na freguesia de Santa Clara, acolhe atualmente o programa Um Teatro em cada Bairro, espaço cultural de uma rede gerida pela Direção Municipal de Cultura.

Santa Maria Maior

Café - Teatro Santiago Alquimista

Rua de Santiago, 19

Companhia do Chapitô

Costa do Castelo 7 R/C

A Companhia do Chapitô é por excelência um espaço que convida à multidisciplinaridade e interculturalidade. Desde 2003, tem vindo a constituir-se como um laboratório, onde se troca e partilha experiências com grupos e pessoas de diversificadas linhas criativas, abrindo as portas a novos e jovens artistas (autores, dramaturgos, actores, bailarinos, músicos, cenógrafos, figurinistas). Tem também desenvolvido um Teatro para a Infância, onde todos são mestres e aprendizes. Os espetáculos realizam-se na Tenda.

Estúdio Mário Viegas

Largo do Picadeiro

Lotação/Capacidade 112 lugares. A bilheteira situa-se na entrada principal do São Luiz Teatro Municipal (Rua António Maria Cardoso, 38)

Gota TeatroOficina

Calçada do Correio Velho 16 R/C

São Luiz Teatro Municipal

Rua António Maria Cardoso, 38

Inicialmente chamado Teatro de D. Amélia, foi construído em 1893. O projecto era de Luiz Ernesto Reynaud, e as decorações de Manini e Rossi, à maneira dos teatros europeus do século passado. O teatro ardeu quase totalmente em 1914, tendo apenas escapado o Salão de Inverno, com pinturas de Manini. Foi reedificado entre 1915-1916, com projecto do arq. Tertuliano Marques e decorações do pintor espanhol Marin. O salão de Inverno foi destruído para dar lugar a uma sala com um interessante foyer em estilo pompeiano, com lápides comemorativas dos grandes nomes que passaram pelo teatro.Em 1971, é comprado pela CML - Lotação/Capacidade 690 lugares.

Teatro da Trindade

Largo da Trindade, 7A

Situado numa das zonas mais antigas de Lisboa, entre o Chiado e o Bairro Alto, o Teatro da Trindade foi construído em pleno séc. XIX, quando o centro social e cultural da cidade se situava exatamente nesta área. Testemunho dessa, o Trindade transporta consigo a memória de um tempo em que a burguesia alfacinha ia às soirées ao Chiado, a um dos três teatros que ainda hoje se mantêm nessas poucas ruas: o S. Carlos, O S. Luís (então chamado Rainha D. Amélia) e o Trindade. Mas, provavelmente devido à novidade e aos requintes de decoração e apetrechamento, que incluíam um engenhoso sistema de ventilação da sala, o balcão - o primeiro a aparecer numa sala de espetáculos do país - e uma plateia que podia subir até ao nível do palco e assim permitir a realização de bailes, o Trindade rapidamente se transformou no teatro mais chique da capital.

Teatro Nacional D. Maria II

Praça D. Pedro IV

Lotação/Capacidade: 948 lugares. Graças aos esforços de Almeida Garrett, este teatro foi construído a partir de 1842, segundo projeto do arq. italiano Fortunato Lodi, e inaugurado em 13 de Abril de 1846, por ocasião das comemorações do 27º aniversário de D. Maria II, passando por isso a exibir o seu nome na designação oficial. Designação essa, interrompida entre 1910 e 1939, altura em que passou a ser designado por Teatro Nacional de Almeida Garrett. Edificado no local onde fora o Palácio dos Estaus, antiga Sede da Inquisição, este teatro é uma das obras mais emblemáticas do neoclassicismo de raiz palladiana em Lisboa. De planta retangular, volumetria paralelepipédica e corpos adossados, apresenta superfícies planas rasgadas por vãos simétricos, que exibem uma decoração simplificada. Na fachada principal merecem destaque o pórtico com seis colunas jónicas provenientes do extinto Convento de São Francisco da Cidade, um friso decorativo e um frontão triangular com tímpano esculpido, encimado por três estátuas em acrotério (Gil Vicente, Thalia e Melpomene). Objeto de um grande incêndio em 1964, que destruiu todo o seu interior e cobertura, o edifício viria a ser totalmente reconstruído, respeitando o seu estilo primitivo, tendo reaberto as portas em 1978. Classificado inicialmente como Imóvel de Interesse Público, foi reclassificado para Monumento Nacional.

Teatro Nacional de São Carlos

Rua Serpa Pinto, 9

Teatro lírico construído no séc. XVIII, segundo projeto do arq. José da Costa e Silva, foi inaugurado em 1793. Objeto de diversas intervenções ao longo da sua existência, encontra-se classificado como Monumento Nacional. De características neoclássicas e inspiração seiscentista e italiana, nomeadamente no Teatro di San Carlo de Nápoles e no Teatro alla Scala de Milão, foi concebido como teatro de corte para a burguesia e como primeiro teatro público, aberto a todo o cidadão que pagasse ingresso. De planta longitudinal, apresenta uma fachada sóbria, dividida em 3 corpos e desenvolvida em 2 pisos sobrepostos sobre mezanino e um 3º piso sobre o corpo central. Este corpo central, rasgado por um pórtico, apresenta ao nível térreo uma loggia composta de 3 arcos frontais e um lateral, em volta perfeita, surgindo coroado por um terraço perfeito de balaustrada em cantaria, ostentando colunas da ordem dórica adossadas ao mesmo e exibindo, no 3º piso, um relógio envolvido por grinaldas e duas janelas, encimado por dois pináculos e um brasão. No interior, o neoclássico confunde-se com algumas remanescências barroquizantes da decoração. São de destacar a sala de espetáculos, de planta elíptica com 5 ordens de camarotes, italianizantes, o salão nobre, assim como as pinturas atribuídas a Wolkmar Machado no teto do vestíbulo e no pano da boca de cena, a Manuel da Costa no teto do salão e a Giovanni Appianni no camarote real.

Teatro Politeama

Rua das Portas de Santo Antão, 109

Projecto do arq. Ventura Terra, edificado em 1912-13. É um dos exemplos em que a influência do gosto francês neste início de século determinou a gramática decorativa levando-a à exuberância ornamental, daí ter sido chamado na época «estilo bolo de noiva». Na fachada a cantaria decalca a ornamentação de estuques com que se revestem os seus interiores, numa perfeita comunhão entre as grinaldas Luís XVI e o ferro ornamental do grande janelão central. Lotação/Capacidade 564 lugares.

Teatro Taborda (Teatro da Garagem)

Costa do Castelo, 75

Inaugurado em 1870 este edifício cumpriu a sua função de sala de espectáculos de bairro até ao século XX. Após um período de decadência extrema sofreu obras, segundo projecto dos arqs. Nuno Teotónio Pereira e Bartolomeu Costa Cabral levadas a a efeito pela CML - DMRU, sendo reinaugurado em 1995. Esta intervenção, que valeu a atribuição de uma menção honrosa do Prémio Eugénio dos Santos em 1997, respeitou os elementos tradicionais existentes, mas, superando a ideia de simples restauro ou reconstrução, ampliou espaços interiores, criou transparências entre frente e traseiras, abriu o edifício ao exterior. Lotação/Capacidade 150 lugares Café da Garagem / Café Bar Companhia residente desde 2005 - Teatro da Garagem.

Santo António

Teatro da Politécnica

Rua da Escola Politécnica, 54

O edifício que alberga o Teatro da Politécnica fica ao lado do Jardim Botânico, e integrou o antigo complexo da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. O pavilhão foi sede de sucessivas instituições, serviço e atividades da então Faculdade de Ciências, desde a Associação de Estudantes até a uma galeria de exposições que hoje coexiste com a sala de teatro propriamente dita.

Teatro Maria Vitória

Travessa do Salitre, 35, Parque Mayer

Localiza-se no Parque Mayer e tem capacidade para 658 lugares.

Teatro Tivoli BBVA

Avenida da Liberdade, 182 A

Erguido por Federico Lima Mayer este cinema foi inaugurado em 1924, segundo projeto do arq. Raúl Lino. Esta obra revela uma excelente presença urbana, traduzindo uma planta composta, quase quadrangular, estruturada em dois pisos, cave, cobertura e cúpula e em telhado escalonado, desenvolvendo-se por vários corpos, articulados horizontalmente, em gaveto. Trata-se de um edifício que se caracteriza pela profusão e ecletismo dos seus elementos de referência neoclássica, no exterior, e Luís XIV, no âmbito da decoração interior. Esta sala sóbria e bem proporcionada foi durante largos anos a sala mais elegante de Lisboa.

São Domingos de Benfica

Teatro Thalia

Estrada das Laranjeiras, 211

A Quinta A Quinta das Laranjeiras, inicialmente denominada Quinta de Santo António, pertencia no final do século XVII a Manuel da Silva Colaço. Passou para a posse de vários proprietários até que, em 1802, Joaquim Pedro Quintela, o 1º Barão de Quintela, decidiu substituir as decrépitas casas existentes pela construção de um palácio. A obra esteve a cargo do Padre Bartolomeu Quintela, tio do 1º Barão, razão pela qual palácio e quinta foram reconstruídos segundo a traça do Congregado do Oratório. Com o 2º Barão de Quintela, 1º Conde de Farrobo, o fausto e bom gosto foram introduzidos no palácio. Dono de uma enorme fortuna, o Conde de Farrobo ficou famoso pelas suas extravagâncias. Na primeira metade do século XIX mandou vir leões, tigres e panteras para exibir em jaulas e encomendou estátuas, bustos e fontes para embelezar a Quinta. Em 1874 a Quinta das Laranjeiras foi vendida em hasta pública ao fidalgo espanhol Duque de Abrantes e Liñares, que a mandou restaurar. Desde então, e ao longo de vários anos, foi sendo vendida, ampliada e restaurada até que, em 1940 o Palácio das Laranjeiras foi adquirido pelo Ministério das Colónias, para aí instalar o Museu da Marinha. Vários ministérios tiveram sede no edifício sendo que, desde Abril de 2005, nele se encontra o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. O Teatro O entusiasmo do Conde de Farrobo pelas manifestações das artes cénicas levou-o à construção, em 1820, de um teatro junto ao Palácio das Laranjeiras, ao qual deu o nome da musa da comédia na mitologia grega. Em 1842 foi reedificado e renovado sob o risco de Fortunato Lodi, o autor do Teatro Dona Maria II. Na sua inauguração, a 26 de Fevereiro de 1843, foi oferecida uma grande festa à Rainha Dona Maria II. Teatro e palácio foram iluminados a gás em 1830, muito antes da cidade de Lisboa ter este meio de iluminação pública. Dezanove anos depois, teatro e sala de baile eram destruídos por um incêndio a 9 de Setembro de 1862. A falência do Conde de Farrobo, que morreu em completa miséria, deixou o Teatro Thalia abandonado à sua sorte. Os restauros e readaptações executados, sobretudo a partir do momento em que o Estado tomou posse do conjunto, incidiram quase exclusivamente no antigo palácio e nos seus jardins. Do antigo teatro ainda existem referências visíveis à beleza do essencial e sólido nessa construção: os volumes do Foyer, Plateia e Cena. Presentemente destina-se a ser usufruído para fins científicos e culturais quer pelos organismos do próprio Ministério da Educação e Ciência, quer pela comunidade em geral. A requalificação do antigo Teatro Thalia, uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, teve projecto de arquitectura de Gonçalo Byrne Arquitetos, Lda e Patrícia Barbas e Diogo Lopes Arquitetos, Lda.

São Vicente

Teatro da Voz

Travessa de São Vicente, 11

O antigo Teatro da Graça, agora Teatro da Voz funciona como espaço de trabalho regular da equipa da EIRA, na sequência de um protocolo assinado em 2013 entre a EIRA e a Sociedade de Instrução e Beneficência "A Voz do Operário" / Escola da Graça. Depois de passar cerca de 15 anos de portas fechadas, o antigo Teatro da Graça volta a entrar em funcionamento, agora como "estúdio polivalente" preparado e equipado para acolher desde ensaios e aulas de dança a apresentações de dança e ou teatro, entre outros eventos.