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Belém Além da Torre

Museus, jardins e paragens menos óbvias no extremo ocidental de Lisboa

Redação Dazona

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5 min de leitura

Belém Além da Torre

Belém é muitas vezes reduzida a três paragens: Mosteiro dos Jerónimos, Torre de Belém e pastéis. São razões fortes para ir, claro. Mas quem fica só nesse triângulo perde uma parte importante do bairro: museus junto ao rio, jardins com espaço para respirar, arquitetura contemporânea e ligações fáceis para continuar a explorar a zona ocidental de Lisboa.

Este roteiro olha para Belém sem excluir os clássicos, mas com atenção ao que existe para lá deles.

Como chegar a Belém

O elétrico 15E é a ligação mais conhecida. Sai da zona da Praça da Figueira e do Cais do Sodré e segue ao longo da frente ribeirinha até Belém e Algés. É prático, mas pode encher muito, sobretudo em época alta.

Outra opção é o comboio da linha de Cascais, com saída do Cais do Sodré e paragem em Belém. Pode ser mais rápido e previsível, especialmente se você já estiver perto da estação. A partir da estação de Belém, chega facilmente ao rio, ao MAAT, aos jardins e à zona dos Jerónimos.

O autocarro 728 também é útil porque liga Oriente, centro ribeirinho e Belém, passando por zonas como Santa Apolónia e Santos. Confirme sempre horários e paragens no dia, porque obras na frente ribeirinha podem alterar percursos.

MAAT e a frente do Tejo

O MAAT mudou a forma como muita gente olha para Belém. O edifício ondulado junto ao rio é uma paragem por si só, mesmo para quem não entra. O terraço oferece uma vista ampla sobre a ponte, o Tejo e a Central Tejo.

Dentro, a programação mistura arte, arquitetura, tecnologia e temas contemporâneos. Como as exposições mudam, vale a pena ver o programa antes. Se só tiver pouco tempo, caminhe pelo exterior, suba ao terraço e atravesse para a zona da antiga central elétrica.

A frente ribeirinha entre o MAAT e o Padrão dos Descobrimentos é boa para caminhar, mas tenha atenção ao vento. Em dias claros, é uma das zonas mais abertas da cidade.

Arte moderna e contemporânea

Belém também tem uma forte presença de arte moderna e contemporânea. A coleção que muitas pessoas ainda associam ao nome Berardo integra hoje o universo do Centro Cultural de Belém, com exposições e obras de referência do século XX e XXI. Como nomes, gestão e programação podem mudar, confirme a designação atual e os horários antes da visita.

O Centro Cultural de Belém é, por si só, uma boa paragem. Tem salas de espetáculo, exposições, lojas, cafés e espaços exteriores. Funciona bem como pausa entre monumentos, sobretudo quando o bairro está cheio.

Jardim de Belém e tempo ao ar livre

Entre os Jerónimos, o Padrão e a zona dos museus há jardins largos, bancos e sombra. O Jardim de Belém e a Praça do Império ajudam a quebrar o ritmo de filas e visitas fechadas. Se você viaja com crianças, ou se só precisa de descansar, esta parte do bairro faz diferença.

É também uma boa zona para decidir o que fazer a seguir. Pode continuar para a Torre de Belém, voltar para o MAAT, entrar no CCB ou simplesmente atravessar para um café.

Fábrica da Pólvora: uma extensão possível

A Fábrica da Pólvora, em Barcarena, não fica no centro de Belém, mas encaixa bem para quem quer prolongar o dia para oeste e sair do circuito mais visitado. É um antigo complexo industrial ligado à produção de pólvora, hoje usado para cultura, lazer e memória industrial.

Para lá chegar, você terá de combinar transportes a partir de Belém, Algés ou outra paragem próxima, conforme os horários disponíveis. Pode envolver comboio, autocarro e uma caminhada final. Planeie esta extensão com calma e confirme as ligações antes de sair.

Se o seu dia já inclui MAAT, CCB e jardins, talvez seja melhor guardar a Fábrica da Pólvora para outro momento. Se gosta de património industrial e espaços menos óbvios, pode valer o desvio.

Um roteiro equilibrado

Comece pelo comboio ou elétrico até Belém. Vá primeiro ao MAAT, quando a zona ainda está mais tranquila. Caminhe junto ao rio até ao Padrão dos Descobrimentos e atravesse para os jardins. Depois escolha entre CCB, coleção moderna ou Jerónimos, conforme o seu interesse.

Ao fim da tarde, a luz junto ao rio costuma favorecer fotografias e caminhadas. Se o 15E estiver cheio para regressar, veja o comboio em Belém ou autocarros como o 728.

Belém não precisa de ser uma corrida entre monumentos. Com museus, jardins e transportes próximos, funciona melhor como um dia aberto, onde você combina uma grande visita com pausas simples junto ao Tejo.


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